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22 de dezembro de 2017
Duas mulheres conversando enquanto tomam café | Janeiro Branco – Mês da Saúde Mental

Janeiro Branco – Mês da Saúde Mental

Manter a saúde mental é vital não só para os indivíduos, mas para famílias e sociedades. A saúde mental é descrita pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como “um estado de bem-estar em que o indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com os estresses normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera, e é capaz de contribuir para a sua comunidade”.

Pensando nisso, psicólogos e psicólogas de Uberlândia, em Minas Gerais tiveram uma ideia: levando em consideração que o período de festas de fim de ano é um momento em que as pessoas costumam avaliar suas vidas e que janeiro, por ser o primeiro mês do ano, tende a ser naturalmente mais terapêutico, eles aproveitaram para criar o Janeiro Branco, que tem como objetivo estimular a conscientização sobre a importância da saúde mental. Nele, estão incluídas campanhas que buscam uma reflexão maior não apenas sobre as doenças da mente, mas também sobre os sentidos da vida, propósitos existenciais, relacionamentos de qualidade e equilíbrio emocional.

O que é o Janeiro Branco

IJaneiro Branco identidade visual | Janeiro Branco – Mês da Saúde Mentalnspirados na tradição do Outubro Rosa, que é o mês de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama, começou em 2013 o Janeiro Branco, uma campanha que ganharia força e traria uma série de temas, logo no começo do ano, quanto à disposição e questões relacionadas à saúde mental, sua conscientização e prevenção de doenças, como a depressão.

A campanha Janeiro Branco é uma ação preventiva voltada à promoção de mais saúde mental no cotidiano das pessoas.

 

 

Saúde Mental no Brasil e no mundo

Ilustração de três árvores em sequencia, uma vermelha, uma amarela e uma verde | Janeiro Branco – Mês da Saúde MentalEstudos apontam altos índices de prevalência geral de transtornos mentais na população adulta no Brasil. Esses índices variam entre 20% e 56%, acometendo principalmente mulheres e trabalhadores. Nos Estados Unidos, uma em cada 25 pessoas vivencia, ao longo de um ano, um transtorno mental que interfere substancialmente ou limita as atividades da vida prática.

Para muitos, a saúde mental ainda é vista com maus olhos, como um tabu. Como esclarece o psiquiatra da Proattiva Medicina Integrada, Dr. Pedro Victor Pereira Kegel: “Um número considerável de pessoas pensa que ir num psicólogo ou psiquiatra é coisa de ‘doido’, de quem ‘rasga dinheiro’. Diferentemente de hoje em dia, o tratamento dos transtornos mentais no passado foi, na maioria das vezes, pouco eficaz, cheio de estigma, e promoveu o isolamento de indivíduos que sofriam com tais problemas. Agora, a questão da ‘loucura’ evoluiu, pois os tratamentos são baseados em evidências cientificas e também são muito mais humanizados”.

Na verdade, o tabu acerca da saúde mental é atualmente o maior inimigo e o maior motivo das pessoas não procurarem suporte adequado. O Janeiro Branco é uma janela para que muitos possam compreender essa ideia e se beneficiar do acompanhamento profissional adequado.

Não é fácil identificar a diferença entre um comportamento normal e o comportamento observado em doentes mentais, tampouco é simples saber quais são os sintomas psiquiátricos. Não há um teste simples que permita que alguém saiba se há doença mental ou se as ações e pensamentos podem ser resultados de uma doença física.

Como saber se alguém precisa de ajuda psiquiátrica?

Dr. Kegel eclarece que “cada doença tem seus próprios sintomas. De toda forma, existem alguns sinais comuns no transtorno mental, em adultos e adolescentes”, que podem incluir:

• Excessiva preocupação ou medo.
• Tristeza frequente e abundante.
• Problemas de concentração e aprendizagem.
• Mudanças extremas de humor.
• Sentimentos prolongados ou fortes de irritabilidade ou raiva.
• Evitar amigos e atividades sociais.
• Dificuldades em entender ou relacionar-se com outras pessoas.
• Mudanças nos hábitos de sono ou sensação de cansaço e baixa energia.
• Mudanças nos hábitos alimentares, como aumento da fome ou falta de apetite.
• Mudanças no desejo sexual.
• Dificuldade em perceber a realidade (delírios ou alucinações, nas quais uma pessoa experimenta e sente coisas que não existem na realidade objetiva).
• Incapacidade de perceber as mudanças nos próprios sentimentos, comportamentos ou personalidade.
• Abuso de substâncias como álcool ou drogas.
• Múltiplas doenças físicas sem causas óbvias (como dores de cabeça, dores de estômago).
• Pensamentos suicidas, frequentes ou não.
• Incapacidade de realizar atividades diárias ou de lidar com problemas do cotidiano e estresse.
• Um medo intenso de ganho de peso ou preocupação exacerbada com a aparência.

O que fazer quando conheço alguém que precisa de ajuda psiquiátrica?

 

Duas mulheres conversando enquanto tomam café | Janeiro Branco – Mês da Saúde Mental

Quando um amigo ou membro da família apresenta sinais como os citados acima, é importante saber que existe ajuda. Muitos vivem ou cuidam de pessoas com transtorno mental. Os profissionais de saúde mental sabem como tratar essas condições, de toda forma, estima-se que apenas 60% dessas pessoas recebem tratamento de um psicólogo ou psiquiatra. Percebemos que os desafios dos transtornos mentais não afetam apenas os membros da família de um indivíduo, mas também os amigos, professores, vizinhos, colegas de trabalho, entre outras pessoas de seu convívio ou relacionamento social.

Portanto, membros da família e cuidadores frequentemente desempenham um papel importante na sua ajuda e apoio. Isso significa que muitas pessoas já passaram pelo o que você pode estar passando agora.

As inovações nos tipos de medicamento prescritos, nas técnicas de terapia, no apoio de serviços psicossociais e em campanhas de ação preventiva, como o Janeiro Branco, tornam o bem-estar e a recuperação uma realidade para as pessoas que estão com a saúde mental abalada.

As escolhas de tratamento variam de pessoa para pessoa. Gente com o mesmo diagnóstico pode ter experiências, necessidades, metas e objetivos diferentes, portanto, não existe um tratamento “que dê certo para todo mundo”.

Concluindo, a saúde mental é a base para o bem-estar e para o funcionamento eficaz de um indivíduo e de uma comunidade. Neste Janeiro, vamos repensar o que sabemos sobre ela, procurar e oferecer ajuda, colaborar na quebra dos estigmas que afastam as pessoas de uma vida mais livre e saudável.

Psicólogos e Psiquiatras no Méier

A Proattiva, clínica médica do Rio de Janeiro, entende que uma pessoa só é saudável quando o corpo e a mente estão bem. Por isso, conta com psicólogos e psiquiatras em seu corpo clínico. Agende agora mesmo a sua consulta pelo telefone (21) 3500-5359 ou aqui pelo nosso site.

Fontes
https://www.nami.org
http://janeirobranco.com.br
http://www.who.int/mental_health/evidence/en/promoting_mhh.pdf
http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v59n3/a11v59n3.pdf
https://www.nimh.nih.gov

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